Antes de tomar uma decisão de investimento, os potenciais investidores devem considerar cuidadosamente todas as informações disponíveis neste website, em especial os riscos mencionados abaixo. Os negócios, situação financeira e resultados de operações da Energisa podem ser adversa e materialmente afetados por quaisquer desses riscos e, por conseguinte, impactar negativamente os títulos emitidos pela Companhia. Os riscos descritos abaixo são aqueles conhecidos pela Energisa e que acredita podem afetar de maneira relevante a Companhia. Riscos adicionais não conhecidos pela Energisa ou irrelevantes também podem afetar os seus negócios.
1) Riscos Relacionados a Fatores Macroeconômicos
- O Governo Federal exerceu, e continua a exercer, influência significativa sobre a economia brasileira. Este envolvimento, bem como as condições políticas e econômicas brasileiras, poderiam afetar adversamente os negócios do Grupo Energisa, e o valor de mercado de seus valores mobiliários e títulos de dívida;
- A inflação e os esforços do Governo Federal para combatê-la podem contribuir de maneira significativa para a incerteza econômica no Brasil e poderão prejudicar os negócios do Grupo Energisa;
- A instabilidade cambial pode afetar adversamente os resultados operacionais e financeiros do Grupo Energisa, bem como o preço de mercado de seus valores mobiliários e títulos de dívida;
- Restrição sobre a movimentação de capitais para fora do Brasil poderão prejudicar a capacidade do Grupo Energisa de cumprir determinadas obrigações de dívida;
- Exposição à Variação de Taxas de Juros;
- O acesso das empresas brasileiras ao mercado de capitais internacional é influenciado pela percepção de risco no Brasil e em outras economias emergentes, e isso poderá prejudicar a capacidade do Grupo Energisa de financiar suas operações;
- Mudanças na legislação tributária vigente poderão produzir um efeito adverso sobre os negócios e resultados operacionais consolidados da Energisa; e
- A deterioração das condições econômicas e de mercado em outros países, principalmente nos considerados emergentes, poderá afetar negativamente a economia brasileira e os negócios do Grupo Energisa.
2) Riscos Relacionados ao Setor de Energia Elétrica
- As tarifas cobradas de consumidores pelas vendas de eletricidade são determinadas de acordo com contratos de concessão firmados com o Governo Federal, e as receitas operacionais das controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) podem ser adversamente afetadas caso as alterações tarifárias impostas pela ANEEL sejam desfavoráveis às controladas pela Companhia;
- As controladas pela Companhia estão sujeitas a uma extensa regulamentação, a qual é passível de mudanças, cujos efeitos sobre do Grupo Energisa e respectivos resultados operacionais não podem ser antecipados;
- A ANEEL poderá impor penalidades por descumprimento dos termos de contratos de concessão e da regulamentação aplicável às controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema), o que poderia resultar em multas, outras penalidades e, dependendo da gravidade do descumprimento, na extinção de suas concessões e/ou autorizações;
- Os equipamentos, instalações e operações das controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) estão sujeitos a ampla regulamentação ambiental que pode se tornar mais rigorosa no futuro e resultar em maiores responsabilidades e investimentos de capital;
- A construção, expansão e operação das instalações das controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) e equipamentos de distribuição de eletricidade envolvem riscos significativos que poderão causar perda de receitas ou aumento de despesas;
- As tarifas de distribuição, ainda que determinadas pela ANEEL, podem ser questionadas judicialmente, o que pode afetar adversamente a receita consolidada da Companhia;
- Períodos de escassez de energia elétrica podem afetar o custo da energia elétrica e os preços que as controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema)) podem cobrar dos seus clientes;
- Previsões incorretas das necessidades de energia nas áreas de distribuição das controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) podem afetar adversamente os seus resultados operacionais;
- As controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) podem ser forçadas a comprar energia no mercado de curto prazo para atenderem a demanda dos consumidores e o preço de compra de energia no mercado de curto prazo pode ser substancialmente maior que o preço da energia sob os contratos de compra de energia de longo prazo das controladas pela Companhia; e
- O projeto de Reforma das Agências Reguladoras em tramitação no Congresso Nacional pode afetar a competência da ANEEL.
3) Riscos Relacionados à Companhia
- É possível que as controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) não sejam capazes de repassarem, por meio de tarifas, todos ou uma parte significativa dos seus custos com a compra de energia elétrica, e que sejam obrigadas a adquirirem energia elétrica de curto prazo para suprirem a demanda de seus consumidores. Uma vez que o custo da energia elétrica de curto prazo poderá ser superior à adquirida em contratos de longo prazo, seus negócios e resultados operacionais poderão ser negativamente afetados;
- Os Contratos de Concessão de energia elétrica da Energisa Minas Gerais e da Energisa Nova Friburgo vencem a partir de julho de 2015 (sendo o da Energisa Sergipe a partir de 2027, o da Energisa Borborema a partir de 2029 e o da Energisa Paraíba a partir de 2030) e não há garantia de que tais concessões serão prorrogadas ou se seus termos e condições serão revistos;
- As controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema)geram parte de suas receitas operacionais a partir de consumidores qualificados como consumidores potencialmente livres, que podem procurar fornecedores alternativos de energia elétrica;
- As controladas pela Companhia são objetivamente responsáveis por quaisquer danos resultantes do fornecimento inadequado de serviços de distribuição de energia;
- As controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) possuem um percentual significativo de contas inadimplentes que, se não forem pagas, poderão afetar adversamente seus resultados financeiros;
- A alavancagem e obrigações de serviço de dívida da Companhia, bem como as disposições restritivas de seus contratos de dívida, poderiam afetar adversamente a capacidade de operar seus negócios e de efetuar os pagamentos da dívida;
- As controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema)cederam uma parcela substancial de seus recebíveis futuros em uma operação de securitização por meio da criação FIDCs. Assim, esses recebíveis não estarão disponíveis para o cumprimento de suas outras obrigações comerciais e financeiras;
- Uma parcela significativa das receitas da Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema foram empenhadas ou oneradas em favor de seus credores e obrigações regulatórias, nos termos de diversos contratos financeiros e comerciais;
- Os compromissos da Companhia e suas controladas de atenderem a obrigações com plano de pensão de seus funcionários, obrigações essas não integralmente reconhecidas no balanço, podem ser superiores aos atualmente estimados e, como resultado, a Companhia e suas controladas poderão ser obrigadas a efetuarem contribuições adicionais a seus planos de pensão;
- Se as controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) não conseguirem controlar com sucesso as perdas de energia em seu negócio de distribuição, os resultados de suas operações e sua situação financeira poderão ser adversamente afetados;
- O programa de “universalização” do governo brasileiro exige que empresas distribuidoras de energia elétrica, como as controladas pela Companhia (Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais, Energisa Nova Friburgo, Energisa Paraíba e Energisa Borborema) , forneçam energia elétrica a determinados consumidores de baixa voltagem e realizem investimentos de capital e investimentos operacionais que podem não ser vantajosos;
- Decisões adversas em um ou mais processos judiciais em que as controladas pela Companhia são partes poderiam afetar adversamente seus negócios e resultados operacionais;
- A Companhia é controlada pela Gipar S/A – detentora da maioria do capital votante –, empresa controlada pela Família Botelho, que conseqüentemente detém o poder de controle da Companhia e suas controladas;
- A Companhia poderá adquirir outras empresas do setor elétrico ou aumentar sua participação em suas controladas, como ocorreu no passado, e tais aquisições absorverão tempo da administração da Companhia e poderão não resultar em aumento da eficiência operacional;
- Poderá não ser possível efetuar a penhora de uma parcela significativa dos ativos da Companhia e suas controladas para garantir a execução de decisões judiciais; e
- A Companhia é uma sociedade de participações e serviços, depende principalmente do fluxo de dividendos e juros sobre capital próprio para efetivar o pagamento de suas obrigações.